44% dos brasileiros emprestam o cartão de créditos de familiares


O país atravessa uma crise econômica e isso influencia diretamente o orçamento das famílias brasileiras. Quando surge uma situação de emergência e não temos esse dinheiro, o caminho é voltar-se para um parente ou algum amigo, seja dinheiro ou ajuda de cartão de crédito.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e CNDL (Confederação Nacional de Lojistas) em todas as capitais revela que essa prática é comum no país. Para cada dez brasileiros, quatro já emprestaram o cartão, principalmente para parentes devido ao vínculo afetivo.

O número equivale a 44% dos entrevistados e a maior parte do público está nas classes C e D. Fernando Abreu, de 26 anos, é administrador e está endividado por não saber usar o cartão.

Hoje, quando ela precisa, ela procura o cartão da avó que tem um limite alto. “Eu tinha um cartão de crédito com um bom limite, infelizmente não consegui, hoje preciso ir ao cartão da minha avó”, diz o jovem.

Apesar de usar o cartão de terceiros, 48% dos entrevistados afirmaram que negariam um empréstimo para não arriscar a inadimplência.

A economista-chefe da SPC Brasil, Marcela Kawauti, explicou as conseqüências e quem seria responsável pela dívida adquirida. “A responsabilidade pela dívida é sempre o detentor dessa dívida financeira. Ajudar alguém em necessidade é uma atitude correta, mas emprestar documentos ou dinheiro a alguém que está lutando pode ser arriscado.

O maior perigo é ter o próprio CPF negado se o devedor “Não” pode até abalar a amizade, mas se você disser “sim” sem pensar nas conseqüências do ato, corre o risco de perder não apenas seu amigo, mas também seu dinheiro e sujar o seu nome “. adverte o economista.

Consumo

Dados de pesquisa mostram que geralmente os empréstimos são para aquisição de itens que nem sempre são necessários. No topo do ranking estão objetos como smartphones, TVs e notebooks, com 28% das citações. Em segundo lugar estão roupas e acessórios e, por último, compras em supermercados 23%, eletrodomésticos 19%, produtos farmacêuticos 15% e móveis domésticos com apenas 11%.

Para o educador financeiro do portal José Vignoli, a lista mescla produtos que poderiam ser adquiridos quando houvesse sobras no orçamento. A dica então é, sempre salve para evitar tempos de dificuldade.

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