Dados Políticos
Prefeito: JAIME BARBOSA DA SILVA
Dados Gerais
Óbidos é conhecida como "garganta do rio Amazonas", ou a "fivela do rio'', localiza-se no Estado do Pará, na margem esquerda do Rio Amazonas, distante 1.100 quilômetros de Belém por via fluvial. Possui mais de 47 mil habitantes e uma área de 26 826 km². O surgimento da cidade se deu num forte erguido em 1697, criando-se o município em 1755, em homenagem à vila portuguesa de mesmo nome.
A economia da cidade é baseada na produção de fibra de juta, castanha do Pará e na pesca. Além disso a cidade está equipada com um porto fluvial que permite a atracação de navios de grande porte, para o escoamento da produção da região.
No setor de turismo a cidade oferece diversas atrações, como as construções do século XVII (o Forte dos Pauxís e a Fortaleza Gurjão), os igarapés de águas cristalinas como Curuçambá e a pesca esportiva no Mamaurú.
A cidade possui eventos tradicionais, como a festa de sua padroeira Nossa Senhora de Sant'Ana, em julho, com apresentações folclóricas como a do boi-bumbá e a da "garcinha", tendo como ápice das festas o Círio, com a procissão fluvial. Porém o mais importante é o carnaval, que dura mais de uma semana e cresce a cada ano, sendo conhecido como "Carnapauxis".
Óbidos é uma das cidades paraenses tidas como "irmã" de Portugal. No continente europeu existe, também, um lugar conhecido como Vila de Óbidos, a 95 km de Lisboa. Além da herança do nome, a cidade de Óbidos do Pará herdou tradições dos colonizadores portugueses. As ruas estreitas e ladeirosas, as mercearias de esquina e os amplos sobrados e casarios que datam do século XVII, XVIII, XIX e XX são alguns dos retratos de Portugal em plena Amazônia. A cidade, está localizada na parte mais estreita e profunda do Rio Amazonas.
As ruas de Óbidos é uma recordação do passado. Cada um de seus monumentos conta um pouco da história da cidade, fundada por volta de 1697. O Forte Pauxis, símbolo da fundação do município, é um desses prédios históricos. Exatamente onde existia uma tribo de índios Pauxis, foi erguido o forte que pode ser avistado por aqueles que chegam de barco à cidade. O ponto era estratégico para a consolidação do domínio português na Amazônia, pois é ali a parte mais estreita do Rio Amazonas (1,8 km) e mais profunda também (cerca de 75 m).
A partir da construção do forte, qualquer embarcação que por lá passasse era intimada a parar, para a cobrança do dízimo, devido à Coroa Real Portuguesa. Do Forte Pauxis é possível ainda avistar a Serra da Escama, onde foi erguida a Fortaleza Gurjão, construída para guarnecer e defender a região dos invasores. Além do fator histórico, a serra, com sua floresta ainda intocada, é uma excelente opção para os amantes de aventura.
Outro importante símbolo de valor histórico para o município é o Quartel do Exército onde serviu o tenente, Leônidas Cardoso, pai do ex-presidente, Fernado Henrique Cardoso, após o movimento do Tenentismo. Sua construção em 1909 e foi tombada em 1998 pelo Governo do Estado como Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural.
A Igreja de Nossa Senhora de Sant´Ana é outro marco da colonização religiosa portuguesa em Óbidos. Por influência dos religiosos dos Capuchos da Piedade, irmandade vinda da cidade do Porto para catequizar os índios Pauxis, a santa foi escolhida como protetora da região e para ela foi erguida uma igreja em fevereiro de 1827. Também para homenageá-la é realizado, todos os anos, no segundo domingo do mês de julho, o Círio de Sant´Ana. O evento reúne centenas de romeiros da cidade e de municípios vizinhos.
A Capela do Bom Jesus, erguida na parte mais alta da cidade, nasceu de uma promessa dos obidenses e foi testemunha de um dos episódios históricos mais importantes da Amazônia: a Cabanagem, movimento ocorrido entre 1831 e 1840, deixando milhares de mortos. Os cabanos chegaram na cidade depois de tomar Santarém, Monte Alegre e Alenquer, cidades vizinhas ao município. Em Óbidos, eles tiveram permissão de desembarcar depois de se anunciarem como "amigos", porém, na calada da noite, tomaram o Forte e se apossaram de armas. Houve saques e assassinatos. Sob o comando do Padre Raimundo Sanches de Brito e de seu irmão, também religioso, Antônio Manuel Sanches de Brito, os rebeldes foram expulsos. Como promessa, os obidenses decidiram erguer a capela para que a cidade fosse poupada de novos ataques cabanos.
Os casarios no estilo português, também estão no histórico da cidade, alguns localizados nas esquinas, servem de comércio, outros mantidos como residências. Por causa de suas edificações de origem lusitana, a região é considerada a mais aportuguesada na linha do Equador.
A história de Óbidos está nas ruas, em painéis espalhados por prédios históricos. É o Museu Contextual, uma idéia da Secretaria Executiva de Cultura do Estado, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Pará. Na fachada dos principais monumentos da cidade há um painel com informações que narram a importância de cada um deles. São relatos sobre a construção, os proprietários e seus moradores, além de outros fatos relevantes.

Balneario Curuçambar - Foto: EDSON QUEIROZ
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Secretaria de Cultura - Antigo Quatel - Foto: EDSON QUEIROZ
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Igreja Matriz - Foto: EDSON QUEIROZ
Mirante Forte - Foto: EDSON QUEIROZ
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Óbidos - Foto: EDSON QUEIROZ
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Os Canhões do Quartel - Foto: EDSON QUEIROZ
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Prédio Histórico - Foto: EDSON QUEIROZ
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Prédios Históricos - Foto: EDSON QUEIROZ
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Grade do Quartel - Foto: EDSON QUEIROZ